PONTA DELGADA | Governo dos Açores cede espaço para nova sede da AIPA e destaca papel exemplar da associação

O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, presidiu à cerimónia de inauguração da nova sede da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), localizada na Rua Margarida de Chaves, n.º 99, em Ponta Delgada.
As novas instalações correspondem a um edifício autónomo, com acesso próprio, integrado no perímetro da própria Secretaria Regional e cedido pelo Governo dos Açores para acolher os serviços da associação.
Esta cedência dota a instituição de condições dignas e de total autonomia para dar resposta a uma procura crescente, tendo a AIPA registado, só em 2025, mais de sete mil atendimentos em todo o arquipélago.
Para o governante, que acompanha diariamente a intensa afluência de cidadãos ao local, esta concretização reveste-se de enorme satisfação, sublinhando que “a integração começa por as entidades representativas terem as condições para realizarem o seu trabalho”.
Paulo Estêvão destacou ainda o apoio diário e humanista prestado por dirigentes e colaboradores, classificando a AIPA como “uma instituição exemplar” onde quem procura ajuda encontra um “horizonte de esperança”.
Durante a sua intervenção, o titular da pasta das Comunidades enalteceu a independência e a isenção política da associação, características que lhe permitiram conquistar o reconhecimento unânime de todos os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, bem como do Conselho Económico e Social dos Açores.
Num contexto em que “há quem procure as divisões, há quem procure a polarização”, Paulo Estêvão frisou que o executivo e a AIPA têm apostado no diálogo institucional, afirmando que “os consensos têm tido resultados extraordinários”.
O Secretário Regional apontou ainda o reforço contínuo das medidas de acolhimento e integração promovidas em articulação com os parceiros sociais, destacando o investimento nos cursos de língua portuguesa e na formação.
Considerando a disponibilização deste novo espaço físico como “apenas mais uma etapa” num caminho onde o Governo dos Açores mantém total disponibilidade para continuar a intervir, Paulo Estêvão evocou a matriz histórica do arquipélago, marcada por cinco séculos de emigração e por uma diáspora de mais de cinco milhões de descendentes.
Dirigindo-se às diversas comunidades presentes no convívio intercultural, o governante concluiu salientando que o povo açoriano compreende profundamente as dificuldades e as aspirações de quem chega.
“Sabemos bem sobretudo os sonhos com que se chegam, e nós queremos que os vossos sonhos se realizem aqui nos Açores para as vossas vidas e para o bem e para o desenvolvimento da sociedade dos Açores”, concluiu.
GRA/RÁDIOILHÉU






