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ATUALIDADE | Paulo do Nascimento Cabral defende uma Europa que não deixe para trás as suas regiões e os seus agricultores

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O Eurodeputado do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, defendeu, em Taormina, Itália, no âmbito dos Study Days do Grupo Partido Popular Europeu (PPE), a necessidade de se garantir um financiamento adequado para a Política de Coesão no próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, tendo ainda sublinhado que “o próximo QFP deve continuar a assegurar os instrumentos necessários para apoiar as nossas regiões, os nossos agricultores e a competitividades dos nossos territórios”.

A iniciativa, dedicada à preparação da segunda metade da legislatura europeia, contou com a participação da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e da Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola. “Perante o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, defendi a manutenção da Política de Coesão e apelei ao apoio de Itália nesta matéria, tendo-me respondido diretamente que a Coesão é essencial e que tem de ser mantida”, afirmou o Eurodeputado.

Paralelamente à sua participação no EPP Study Days, o Eurodeputado açoriano marcou também presença, por vídeo, na conferência promovida pela EURODOM, associação que representa os interesses económicos das RUP francesas, realizada em Bruxelas, durante a mesa-redonda dedicada à segurança alimentar e ao apoio ao setor das pescas. Na sua intervenção destacou a evolução da posição das instituições europeias. “Percorremos um longo caminho, a que chamaria uma batalha, desde a omissão das RUP, do artigo 349.º e do POSEI na proposta inicial da Comissão Europeia para o próximo Quadro Financeiro Plurianual, até à nova Estratégia para as RUP, que reconhece estes territórios como ativos estratégicos fundamentais para a União Europeia”, realçou.

O Eurodeputado açoriano defendeu, neste contexto,  a necessidade de “proteger e reforçar o financiamento do POSEI-Agricultura para 2028-2034, continuando a lutar pelo restabelecimento do POSEI-Pescas e pela criação de um POSEI-Transportes”, considerando que estes instrumentos são fundamentais para responder aos custos acrescidos de produção e transporte, melhorar a conectividade e garantir condições de concorrência mais justas no acesso ao mercado único europeu.

Já em Portugal, Paulo do Nascimento Cabral participou na AgroVouga 2026, como orador, no colóquio sobre a Política Agrícola Comum pós-2027. “Não podemos aceitar a proposta negocial apresentada a 10 de outubro pela Presidência irlandesa do Conselho da União Europeia. Apesar de manter os montantes destinados aos pagamentos diretos aos agricultores propostos pela Presidência cipriota, esta proposta continua a representar uma redução de 31% face à posição negocial do Parlamento Europeu. Estamos a falar de menos 120 mil milhões de euros, dos quais 93,7 mil milhões de euros devem ser protegidos e destinados ao desenvolvimento rural. Além disso, a Presidência irlandesa propõe um corte de 30% na futura reserva de crises, equivalente a 1,7 mil milhões de euros, numa altura em que temos vindo a assistir a um número crescente de fenómenos climáticos extremos, desprotegendo ainda mais os agricultores”, afirmou.

“Defendemos uma Política Agrícola Comum verdadeiramente comum, dotada de regulamentação própria e capaz de responder aos desafios que se avizinham. Para isso, é fundamental garantir um financiamento adequado, o que significa que as suas dotações financeiras não podem, em circunstância alguma, ser inferiores às do atual período de programação”, defendeu Paulo do Nascimento Cabral.

PE/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.