
O Presidente do CDS-PP Açores, Artur Lima, congratula-se com o anúncio da parceria entre o Governo Regional dos Açores e a Atlânticoline que permitirá avançar com a recuperação da histórica lancha Espalamaca, com o objetivo de criar as condições necessárias para que possa voltar a navegar, dando-lhe uma nova vida ligada à cultura, ao turismo e à formação náutica.
Para os Centristas, este é um passo decisivo para concretizar uma ambição antiga e uma causa que o partido colocou na agenda política regional há mais de uma década.
Foi o CDS-PP que, em 2012, levou ao Parlamento dos Açores uma iniciativa destinada à recuperação e reutilização futura da Espalamaca, apresentada por Artur Lima durante uma visita aos Estaleiros Navais da Madalena, no Pico. A proposta viria a resultar na Resolução da Assembleia Legislativa n.º 24/2012/A, aprovada por unanimidade, recomendando ao Governo Regional o estudo da viabilidade da recuperação e futura utilização da embarcação.
Na altura, a própria iniciativa reconhecia na Espalamaca um testemunho do “empreendedorismo e superação das dificuldades de outrora” e da qualidade da construção naval açoriana.
Ao longo dos anos, os Centristas não deixaram cair esta causa. Ainda em 2013, Artur Lima exigia a concretização da decisão tomada pelo Parlamento, lembrando que “as pessoas quando assumem um compromisso devem cumpri-lo”.
Para os Democratas Cristãos, preservar o património é também preservar a identidade das comunidades, respeitar o legado daqueles que nos antecederam e transmiti-lo às gerações seguintes. Preservar não é condenar a memória a ficar parada no tempo. É dar-lhe futuro.
E poucas embarcações traduzem tão bem essa memória como a Espalamaca, que durante décadas transportou pessoas, bens e histórias entre o Pico e o Faial, num tempo em que o mar não separava estas ilhas: ligava-as.
A Espalamaca é também um testemunho da capacidade das gentes do Pico e do Faial, gente trabalhadora e honesta, que fez da construção naval uma arte e soube transformar conhecimento, engenho e trabalho em embarcações capazes de vencer o mar. Para os Democratas-Cristãos, preservar esta história é honrar quem a construiu e permitir que as próximas gerações conheçam esse legado e sintam orgulho naquilo que as suas gentes foram capazes de fazer.
O objetivo agora anunciado — recuperar a Espalamaca para que possa voltar a navegar — corresponde precisamente à visão que o CDS tem defendido para esta embarcação. Não apenas preservá-la enquanto peça histórica, mas devolver-lhe vida, transformando património em cultura viva e colocando-o também ao serviço da formação, do turismo e da economia das nossas ilhas.
O CDS/Açores deixa igualmente uma palavra de reconhecimento à Associação Amigos do Canal, pelo empenho e persistência demonstrados ao longo dos anos na defesa da recuperação da Espalamaca e por ter ajudado a manter viva esta ambição. A preservação do nosso património é também fruto do envolvimento da sociedade civil e de cidadãos que não desistem daquilo que reconhecem como parte da sua história.
Os Centristas sublinham, por isso, a importância das sinergias entre o Governo Regional, a Atlânticoline, a Marinha Portuguesa, a Associação Amigos do Canal e as demais entidades que têm contribuído para este percurso. É reunindo vontades, conhecimento e capacidade de realização que se consegue fazer avançar projetos desta natureza e transformar intenções em resultados concretos.
Há causas políticas que não se medem pelo tempo que demoram a concretizar-se, mas pela persistência de quem nunca deixou de acreditar nelas. A Espalamaca é uma dessas causas.
O CDS levou esta ambição ao Parlamento quando estava na oposição, insistiu ao longo dos anos na sua recuperação e na possibilidade de a embarcação voltar a navegar e, hoje, integrando o Governo Regional, congratula-se por ver dado um passo fundamental para concretizar esse objetivo.
Aquilo que o CDS defendeu na oposição pode agora, com o CDS no Governo, ganhar forma: recuperar a Espalamaca, devolver-lhe vida e devolvê-la ao mar para o fim que sempre defendemos.
Mais de uma década depois da iniciativa parlamentar dos Centristas, abre-se finalmente um caminho para que a Espalamaca possa regressar ao lugar onde pertence: ao mar, ao Canal, às gentes do Pico e do Faial e às novas gerações de Açorianos.
Porque preservar o passado é também construir futuro.
CDS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






