
Mercados Internacionais
O conflito entre os EUA e o Irão continua no centro das atenções, num contexto de sinais contraditórios vindos de Washington. Donald Trump está a ponderar, em privado, declarar o fim dos ataques, enquanto o Pentágono prolonga discretamente as rotações de tropas no Médio Oriente até 2027. Durante a noite, o Irão atacou uma base norte-americana no Kuwait, mas as defesas aéreas locais intercetaram com sucesso os drones e mísseis hostis.
Os comentários do presidente norte-americano sobre um possível fim rápido do conflito e uma ligeira retração nos rendimentos das obrigações proporcionaram a Wall Street um momento de trégua:
· Os principais índices norte-americanos quebraram ontem uma sequência de três dias de perdas, com o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq a fecharem todos em terreno positivo.
· O abrandamento da pressão do mercado da dívida incentivou o capital a fluir novamente de forma mais livre para ativos de maior risco.
· Os investidores estão a reavaliar em que medida a robusta economia norte-americana permitirá à Fed manter uma política restritiva sem desencadear uma recessão.
A Snowflake assumiu o protagonismo nas negociações após o fecho do mercado, com as suas ações a dispararem mais de 20% graças a resultados que superaram claramente as expectativas e a uma revisão em alta das previsões para o resto do ano.
Um clima completamente diferente rodeou a Broadcom, cujas ações caíram inicialmente quase 5% devido a previsões de receitas para o quarto trimestre ligeiramente dececionantes (34,8 mil milhões de dólares contra os 35,05 mil milhões de dólares esperados), antes de acabarem por recuperar a maior parte das perdas.
Noutras notícias empresariais, a Uber anunciou planos para despedir 10% da sua força de trabalho, com o objetivo de simplificar a sua estrutura e reduzir custos. Entretanto, a Chevron anunciou investimentos na ordem dos milhares de milhões de dólares destinados a duplicar a sua produção de petróleo na Venezuela nos próximos cinco anos.
Calendário económico
Esta tarde, os investidores irão concentrar-se principalmente nos pedidos semanais de subsídio de desemprego nos EUA e na próxima série de resultados empresariais, incluindo os da Ciena, da Campbell’s e da Zscaler.
No entanto, o teste definitivo para os mercados e para o dólar será o relatório de amanhã sobre o emprego não agrícola (NFP) dos EUA, que irá, quase certamente, determinar a trajetória das taxas de juro da Fed a curto prazo. Além disso, as notícias sobre o Médio Oriente continuarão a ser um dos principais drivers para os mercados.
XTB/RÁDIOILHÉU

