ATUALIDADE | Rastreio da Retinopatia Diabética chega a 9.759 utentes em São Miguel em dois anos

O Rastreio da Retinopatia Diabética já chegou a 9.759 utentes na ilha de São Miguel, desde o seu regresso, em abril de 2024, registando uma taxa de adesão de 86%.
O rastreio, que se encontrava suspenso desde 2019 em São Miguel, foi retomado pelo Governo dos Açores com o objetivo de reforçar a prevenção e a deteção precoce de uma das principais complicações associadas à diabetes, permitindo identificar alterações da retina numa fase em que o utente pode ainda não apresentar sintomas.
“A retoma deste rastreio permitiu recuperar uma resposta preventiva fundamental. A forte adesão demonstra a importância que os utentes reconhecem à prevenção e ao acompanhamento da sua saúde”, afirma a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.
Para Mónica Seidi, estes resultados devem ser enquadrados numa estratégia mais abrangente de reforço da resposta oftalmológica do Serviço Regional de Saúde, que tem permitido não apenas recuperar o rastreio, mas também aumentar a capacidade de resposta e de tratamento na Região.
Este reforço tem sido acompanhado por uma maior diferenciação dos cuidados prestados nos Açores. Em 2024, o Hospital do Divino Espírito Santo passou a realizar vitrectomias, uma intervenção cirúrgica dirigida a patologias da retina, incluindo situações que podem estar associadas à diabetes, permitindo que este tipo de tratamento possa ser realizado na Região.
“Por um lado, recuperámos um rastreio que estava interrompido desde 2019 e que já alcançou quase 10 mil pessoas. Por outro, criámos capacidade para tratar nos Açores patologias que durante décadas obrigaram os nossos doentes a deslocar-se ao continente. É este o caminho que queremos para o Serviço Regional de Saúde”, realça Mónica Seidi.
Na ilha de São Miguel, atendendo à sua dispersão geográfica, o rastreio é realizado nos diferentes centros de saúde, aproximando esta resposta dos utentes. Nas restantes ilhas, o rastreio manteve-se sempre em funcionamento normal, com os médicos de Medicina Geral e Familiar a assegurarem a referenciação dos utentes para os serviços de Oftalmologia hospitalares.
GRA/RÁDIOILHÉU






