ATUALIDADE | Chega defende criação de grande mercado agrícola em São Miguel para valorizar produtores e comerciantes locais

Os deputados do Grupo Parlamentar do CHEGA, José Pacheco e Olivéria Santos, visitaram, esta quinta- feira, a Feira Agrícola de Santana, em Rabo de Peixe, onde criticaram o excesso de burocracia para comerciantes e pequenos produtores, defendendo condições fiscais mais justas.
No contacto com os comerciantes, produtores e visitantes da feira, os parlamentares ouviram as queixas de quem ali trabalha, revelando, na ocasião, que a criação de um grande mercado agrícola em São Miguel, moderno, apelativo e dedicado à comercialização de produtos locais, poderia ser uma boa forma de valorizar os pequenos produtores, comerciantes e a economia da Região.
Para o CHEGA, é necessário simplificar procedimentos e reduzir a carga burocrática e fiscal que actualmente pesa sobre quem produz e comercializa em pequena escala. “É preciso dar alguns passos atrás nesta matéria. Criámos um grau de exigência tão grande que hoje só os grandes produtores é que conseguem obter rendimentos dignos”, alertou José Pacheco.
De acordo com o líder parlamentar do CHEGA, “São Miguel e os Açores merecem um grande mercado agrícola, com condições modernas e adequadas para a venda de carne, peixe, pão, legumes, vegetais, fruta, animais vivos e artesanato, criando um espaço de encontro entre produtores e consumidores e promovendo aquilo que é produzido na Região”.
José Pacheco defende que esta aposta permitiria também reduzir a dependência dos consumidores em relação às grandes superfícies comerciais. “Não podemos ficar reféns do que as grandes superfícies têm para oferecer, aos preços que querem e sem valorizarem o que é o produto local”, afirmou, avançando que “os comerciantes e produtores têm de ser mais valorizados e menos roubados e cabe ao Estado dar-lhes as condições necessárias para poderem trabalhar em condições dignas para o seu sustento”.
O deputado considera que a criação de um grande mercado tradicional poderá ser uma dessas soluções, mas admite também a criação de uma zona franca de comércio para produtos locais, devidamente fiscalizada, onde os pequenos produtores e comerciantes possam vender directamente os seus produtos e aumentar os seus rendimentos.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






