
O CHEGA Açores enviou hoje um requerimento à Assembleia Legislativa Regional para exigir explicações ao Governo Regional sobre as alegadas exigências apresentadas pela Presidente do Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), Piedade Lalanda, que pretende uma estrutura equiparada à do Vice-Presidente do Governo Regional, com chefe de gabinete, três adjuntos, secretário pessoal e motorista. Segundo a informação tornada pública, esta estrutura poderá custar mais de 330 mil euros por ano para os cofres públicos.
Para o CHEGA, estamos perante uma situação politicamente grave, institucionalmente inaceitável, moralmente indefensável e um insulto aos Açorianos. Numa Região onde tantas famílias enfrentam dificuldades, onde faltam respostas em áreas essenciais e onde se exige contenção no uso do dinheiro público, é simplesmente inadmissível que alguém à frente de um órgão consultivo venha agora reclamar uma máquina de poder, de privilégio e de conforto paga pelos Açorianos.
O CESA não é um governo dentro do Governo, nem pode transformar-se num espaço de instalação de mordomias para figuras politicamente próximas do sistema. O CHEGA reforça que o CESA é um órgão consultivo, independente e colegial, “e não foi criado para sustentar vaidades pessoais, nem para replicar estruturas governativas à custa dos contribuintes”.
No requerimento, o CHEGA quer saber se o Governo Regional teve conhecimento destas exigências, se as confirma, se está disponível para lhes dar seguimento e, acima de tudo, se mantém confiança política e institucional em Piedade Lalanda. O requerimento apresentado coloca de forma directa a questão essencial, se Piedade Lalanda continua a reunir as condições de isenção, equilíbrio e bom senso institucional indispensáveis ao exercício do cargo.
“Não basta dizer que há confiança. É preciso perceber se essa confiança resiste quando entram em cena exigências desproporcionadas, sinais de arrogância institucional e uma tentativa clara de transformar um órgão consultivo numa extensão do aparelho governativo”, reforçam os deputados do CHEGA.
O CHEGA Açores não aceita que os Açorianos sejam chamados a pagar mais uma fatura de privilégio político mascarado de necessidade institucional. Quem exerce cargos públicos deve fazê-lo com sentido de missão, com responsabilidade e com respeito pelo dinheiro dos contribuintes — não com ambições de gabinete, motorista e séquito.
O CHEGA continuará a fiscalizar, a denunciar e a enfrentar todos os abusos, venham eles de onde vierem. Nos Açores, o tempo da política dos privilégios tem de acabar.
CHEGA/AÇORES/RÁDIOILHÉU






