
A Federação Agrícola dos Açores (FAA) alertou para as dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite, num contexto em que o preço pago à produção tem vindo a baixar e os fatores de produção tendem a aumentar.
O tema foi abordado na assembleia geral do Centro Açoriano de Leite e Laticínios (CALL), realizada a 11 de março, na sede da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), que reuniu a AASM, a Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT), o Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA) e representantes da indústria de laticínios das empresas Lactaçores, Insulac, Prolacto, BEL e PRONICOL.
Além dos assuntos relacionados com as contas do CALL, foi analisada a situação do mercado dos laticínios e a evolução dos mercados nacional e internacional, tendo as associações agrícolas exposto as dificuldades sentidas pelos produtores, numa altura em que se registam descidas no preço do leite e aumentos nos custos de produção, nomeadamente combustíveis, energia, gás, fertilizantes, matérias-primas e transportes marítimos, devido à conjuntura internacional marcada por novos conflitos armados, que contribuirá para o aumento das taxas de juro e da inflação. Além disso, com a aproximação de um novo quadro comunitário de apoio, será necessário realizar vários investimentos nas explorações.
Refira-se que o alerta foi dirigido às indústrias como forma de reflexão, uma vez que o agravamento da conjuntura atual, associado à falta de mão-de-obra, irá aumentar a desmotivação e a descapitalização dos produtores. A redução do número de produtores e da produção de leite poderá colocar em risco a sustentabilidade da fileira.
A FAA espera que estas questões sejam o mote para uma reflexão conjunta entre o Governo Regional, o Governo da República e a União Europeia, para que se tenha em conta estes momentos difíceis que afetam toda a fileira.
FAA/RÁDIOILHÉU






