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ÚLTIMAS | Alonso Miguel reafirma papel estratégico do Geoparque Açores para desenvolvimento do turismo sustentável na Região

| Foto: SRAAC
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O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, participou numa mesa-redonda, promovida pelo Geoparque Açores, subordinada ao tema “9 Ilhas – 1 Geoparque: Uma Estratégia Integrada para o Turismo Sustentável dos Açores”, no âmbito da BTL (Better Tourism Lisbon Travel Market), em Lisboa.

A sessão reuniu representantes de várias entidades regionais, entre as quais a Direção Regional do Turismo, a Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores e a GEOAÇORES, estrutura de gestão do Geoparque Açores, num debate centrado no papel desta classificação enquanto instrumento de sustentabilidade, coesão territorial e desenvolvimento equilibrado das nove ilhas.

O governante frisou “o extraordinário património natural e cultural dos Açores, que diferencia, valoriza e projeta a Região no exterior”, acrescentando que “essa riqueza nos tem valido um profundo reconhecimento internacional, materializado pela atribuição de diversos galardões e estatutos, entre os quais integração do Geoparque Açores na rede Mundial de Geoparques da UNESCO, em 2015”.

“Todas estas distinções fortalecem uma imagem de marca de sustentabilidade, que é cada vez mais procurada e valiosa, que representa um extraordinário ativo turístico e um catalisador do desenvolvimento económico e social da Região”, referiu.

Alonso Miguel destacou ainda “a singularidade do Geoparque Açores no panorama internacional, enquanto geoparque arquipelágico, disperso por nove ilhas e pelos fundos marinhos envolventes, com enorme diversidade e riqueza geológica, integrando 122 geossítios, sete dos quais de relevância internacional”.

O Secretário Regional acrescentou que “para além da sua importância do ponto de vista do valor natural, social e cultural, e do contributo em matéria de investigação científica e de educação ambiental, o Geoparque Açores é também um relevante ativo turístico e de projeção da imagem da Região”.

“Trata-se, de facto, de um geoparque especial, que requer uma abordagem integrada e coerente e uma gestão robusta, capaz de afirmar a unidade do território, consolidar a sua identidade comum e potenciar o seu posicionamento nacional e internacional”, vincou.

O Secretário Regional recordou que o compromisso do Governo Regional com o Geoparque se tornou particularmente evidente em 2022, quando a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática assumiu a presidência da GEOAÇORES, na sequência das recomendações da UNESCO, decorrentes de uma avaliação referente ao quadriénio 2017-2021, que culminou com a atribuição de um “cartão amarelo”.

“Esse reforço estratégico e operacional permitiu recuperar o «cartão verde» da UNESCO, assegurando a manutenção do estatuto internacional por mais quatro anos, traduzindo um sinal inequívoco de compromisso e do reconhecimento do Governo Regional quanto à centralidade do Geoparque na estratégia ambiental e territorial do arquipélago”, valorizou.

Alonso Miguel reforçou que “a Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática tem assegurado um compromisso firme com o Geoparque Açores, expresso tanto no plano político como no plano operacional”, recordando que “a tutela garante anualmente a sustentabilidade financeira da GEOAÇORES, através de um contrato-programa que assegura estabilidade, previsibilidade e capacidade de execução”.

Para além da vertente do financiamento, o governante destacou também “a disponibilização de recursos humanos em todas as ilhas, através de um protocolo de cooperação, a articulação constante com os Parques Naturais de Ilha e a colaboração dos vigilantes da natureza para assegurar monitorização dos geossítios, bem como o reforço científico assegurado pela ligação direta entre a coordenação do Geoparque e a área de geoconservação da própria Secretaria, garantido uma presença permanente no território, rigor técnico na monitorização e alinhamento com os critérios internacionais da UNESCO”.

O Secretário Regional salientou “a importância da integração das delegações de ilha do Geoparque Açores nos centros de interpretação ambiental geridos pela Região, para aproximar a comunidade e os visitantes do património geológico e cultural do arquipélago”, destacando que “o trabalho de renovação e atualização de conteúdos tem reforçado o papel pedagógico das estruturas, contribuindo para uma maior compreensão da geodiversidade dos Açores”.

Alonso Miguel recordou ainda que a integração do programa educativo do Geoparque Açores (PEGAz) na Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE), disponibilizada anualmente a todas as escolas da Região, dá um importante contributo em matéria de literacia ambiental, designadamente no que se refere à valorização do património geológico e à resiliência territorial.

“O Geoparque Açores deve ser entendido como uma plataforma concreta e ativa de desenvolvimento sustentável, capaz de promover literacia ambiental, qualificar a oferta turística, diversificar a procura, distribuir melhor os fluxos de visitantes e reforçar a identidade territorial”, disse.

O titular da pasta acrescentou que “o futuro do Geoparque depende de uma estratégia clara, assente no conhecimento científico, na proximidade com as comunidades e na capacidade de consolidar uma visão que transcenda ciclos políticos, garantindo estabilidade, continuidade e presença permanente no território”.

A concluir, o Secretário Regional afirmou que “a tutela continuará a assegurar liderança, visão e suporte técnico ao Geoparque Açores, reforçando o seu papel enquanto pilar da sustentabilidade regional, da valorização do património natural e cultural e da coesão entre as nove ilhas”.

GRA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o Diretor de Programação da Rádio Ilhéu, sediada na Ilha de São Jorge. É também autor da rubrica 'Cronicas da Ilha e de Um Ilhéu' que é emitida em rádios locais, regionais e da diáspora desde 2015.