REGIÃO | Bloco quer apoios ao desporto com previsibilidade e critica gestão que o Governo tem feito do apoio da “Palavra Açores”

“O governo tropeça nos próprios pés” na gestão que tem feito dos apoios ao desporto, com intenções escondidas, avanços e recuos no apoio da “Palavra Açores”, assinalou António Lima. O Bloco defende uma política desportiva com objetivos, com previsibilidade, com planeamento e lembra que, por via da inflação, desde 2013, estes apoios tiveram uma redução equivalente a 66%.
Sobre o anúncio do corte dos apoios da “Palavra Açores” às modalidades que competem nos principais escalões nacionais, António Lima afirmou que “era difícil fazer pior” do que fez o Governo.
Ao anunciar, em janeiro, um corte generalizado para a época seguinte, o governo devia saber que isso tornaria inviável a participação dos clubes nas competições. “Isso revela desconhecimento, incompetência ou uma clara intenção de acabar com o desporto de alta competição na Região”, acusou António Lima.
O Bloco lamenta que o governo tenha escondido estes cortes no debate do Plano e Orçamento.
“Diz a senhora secretária que ninguém perguntou sobre esta questão. Temos de perguntar medida a medida, rubrica a rubrica, nas centenas de medidas que estão no Plano se há alguma corte? Ou é a senhora secretária que tem de vir ao parlamento dizer onde é que vai alterar a sua política de forma substancial? Isso é que é governar com transparência”, afirmou o deputado do Bloco.
O governo achava que, estando a tutela dos apoios da “Palavra Açores” distribuídas entre duas secretarias – as modalidades com a tutela do Desporto e o Santa Clara com a tutela do Turismo – podia ter decisões deferentes para cada área.
Como é evidente, perante a contestação dos vários clubes que recebem o apoio para diversas modalidades, e posteriormente do Santa Clara, o governo acabou por recuar, “mas fica a intenção e a forma pouco respeitosa como o governo tratou clubes, atletas e dirigentes”, assinalou António Lima.
O deputado do Bloco criticou ainda o facto de o governo estar a “usar o PRR como desculpa para tudo”.
“O governo tem de parar de usar o PRR como desculpa para aplicar uma política escondida, o governo tem de ser transparente e explicar qual a sua política para os diversos setores” em vez de dizer que a culpa é do PRR de cada vez de aparece um problema ou um corte orçamental.
BE/AÇORES/RÁDIOILHÉU






