PICO | José Manuel Bolieiro sublinha “papel estratégico” do IVVA na “valorização” da vitivinicultura açoriana

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou hoje que o Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA) representa um claro impulso estratégico e político para o setor vitivinícola regional, sublinhando que esta estrutura existe, “antes de tudo, para servir quem produz e transforma o vinho nos Açores.
O governante presidiu à cerimónia de tomada de posse dos órgãos dirigentes do IVVA, realizada na ilha do Pico.
O líder do executivo açoriano destacou a profunda ligação histórica da vitivinicultura à identidade açoriana, lembrando que se trata de um património com mais de 500 anos, que tem vindo a afirmar-se de forma consistente nas últimas décadas, graças ao esforço, à persistência e à qualidade do trabalho desenvolvido no terreno, afirmando tratar-se de “um percurso de valorização que honra os Açores e projeta a Região”.
Tomou posse o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, Cláudio Lopes, iniciando-se um ciclo que passa a concentrar a coordenação, regulação e execução das políticas públicas do setor vitivinícola na Região.
José Manuel Bolieiro valorizou o percurso iniciado nos anos 90 com a criação das Denominações de Origem e com a Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, reconhecendo o papel determinante que esta estrutura teve na qualificação, certificação e promoção dos vinhos açorianos. Este é um caminho que, segundo o Presidente do Governo, permitiu “elevar a qualidade, a notoriedade e a afirmação dos vinhos dos Açores” nos mercados regional, nacional e internacional.
Segundo o Presidente do Governo dos Açores, a criação do IVVA surge como uma resposta natural à dinâmica e maturidade alcançadas pelo setor, permitindo concentrar num único organismo uma intervenção pública mais moderna, integrada e eficaz. O objetivo, frisou, é garantir “maior coerência, rigor e capacidade de resposta”, assegurando simultaneamente a qualidade, a autenticidade e a genuinidade dos vinhos açorianos.
O governante enquadrou ainda este percurso no contexto mais amplo da condição arquipelágica e ultraperiférica dos Açores, reconhecendo que a geografia, por si só, nem sempre facilita a criação rápida de riqueza. Ainda assim, manifestou profundo orgulho no povo açoriano, na sua resiliência e na capacidade de transformar dificuldades em oportunidades, sublinhando “a força do carácter” dos açorianos para afirmar a vontade de viver, investir e construir futuro nos Açores.
José Manuel Bolieiro destacou a importância da relação equilibrada entre a geografia e a ação humana, apontando a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada como Património Mundial da UNESCO, como exemplo maior dessa harmonização – uma paisagem construída pelo homem sem desvirtuar a natureza, demonstrando que “a sustentabilidade ambiental não é um impedimento, mas uma oportunidade”.
No plano do desenvolvimento da ilha do Pico, o Presidente do Governo anunciou um compromisso entre o Governo dos Açores e as autarquias locais para a constituição de um grupo de trabalho com vista à identificação de soluções que permitam minimizar os constrangimentos de acessibilidade aérea. Entre as hipóteses em análise está a ampliação da pista do Aeroporto do Pico, através de uma estratégia comum, progressiva e realista, com recurso a fundos comunitários.
O grupo de trabalho contará com a participação do IVVA, da Associação de Municípios da Ilha do Pico e da SATA, tendo sempre presente a salvaguarda da Paisagem da Cultura da Vinha e dos valores patrimoniais já adquiridos, garantindo, como referiu José Manuel Bolieiro, que “o desenvolvimento não hipoteca a identidade”.
Estiveram ainda presentes o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, o Vice-Presidente da Câmara Municipal da Madalena do Pico, Paulo Marcos, a Presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, o Presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, Luís Silva, e o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Francisco Toscano Rico.
GRA/RÁDIOILHÉU






