REGIÃO | Reativação da unidade coronária na Terceira repõe a justiça que o CDS/Açores defendia há mais de uma década

Esta semana foi reativada a Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), uma medida com impacto direto na resposta prestada aos doentes cardíacos dos Açores, em particular aos dos Grupos Central e Ocidental do arquipélago.
Para o Líder Parlamentar do CDS-PP, Pedro Pinto, trata-se de “uma boa notícia para os Açores, para todos os açorianos e, de forma muito especial, para os residentes da ilha Terceira e das ilhas dos Grupos Central e Ocidental”.
Segundo o Deputado, esta reativação permite “tratar doentes com maior celeridade, reduzir o risco de complicações clínicas e diminuir o número de evacuações, com ganhos claros em segurança e eficiência do Serviço Regional de Saúde”.
“Num ataque cardíaco, tempo é vida”, afirmou Pedro Pinto, destacando que a entrada em funcionamento da unidade representa também um passo estratégico para o futuro.
“Cria as condições necessárias para avançarmos para uma unidade de hemodinâmica, essencial para intervenções rápidas em situações críticas como o enfarte agudo do miocárdio, onde cada minuto conta”, sublinhou.
O Deputado recorda que este caminho não começou agora, dado que em 2012 o CDS/Açores, pela voz do então Líder Parlamentar Artur Lima, opôs-se à extinção do serviço de cardiologia e das unidades de cuidados intensivos e intermédios cardíacos no Hospital da Terceira aquando da inauguração do novo Hospital da Terceira.
Ao longo dos anos, o CDS/Açores alertou repetidamente para o erro dessa decisão, defendendo a sua reversão com base em normas clínicas, boas práticas internacionais e num princípio essencial de equidade no acesso à saúde.
“Não era alarmismo político. Era uma posição sustentada e responsável”, frisou Pedro Pinto, acrescentando que “os açorianos dos Grupos Central e Ocidental não podiam, nem podem, ser cidadãos de segunda no acesso a cuidados de saúde”.
Durante mais de uma década esta lacuna resultou em evacuações frequentes, custos acrescidos e desigualdades inaceitáveis entre cidadãos da mesma Região.
“Não foi por falta de conhecimento. Foi por ausência de decisão”, afirmou.
O CDS-PP reafirma ainda a sua posição consistente a favor da criação de uma unidade de hemodinâmica no HSEIT.
“Não se trata de um capricho político, mas de uma resposta estrutural a uma necessidade real”, sublinhou o deputado, defendendo que o Hospital da Terceira deve dispor de capacidade própria para intervir rapidamente em situações cardíacas agudas, garantindo complementaridade e redundância no Serviço Regional de Saúde.
Para Pedro Pinto “os factos confirmam hoje aquilo que sempre defendemos: estas estruturas fazem a diferença, salvam vidas, melhoram a resposta assistencial e tornam o sistema mais humano e mais eficiente”.
O CDS reconhece a reativação da unidade coronária como um avanço importante, corrigindo uma injustiça prolongada no tempo, mas alerta que esta só fará pleno sentido se integrada num percurso mais amplo.
“A criação de uma unidade de hemodinâmica não é um luxo, é uma necessidade, e deve ser encarada como um direito dos açorianos, não como um favor. É esta a visão que o CDS continuará a defender: uma Região onde o código postal não determina a probabilidade de sobreviver”, concluiu o Deputado.
CDS/AÇORES/RÁDIOILHÉU






