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PORTUGAL – 81,9% do acréscimo de óbitos de 19 de outubro a 15 de novembro relativamente à média dos últimos 5 anos deveu-se a óbitos por COVID-19

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Entre 2 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com a doença COVID-19 em Portugal, e 15 de novembro, registaram-se 82 326 óbitos em território nacional, mais 9 640 óbitos que a média, em período homólogo, dos últimos cinco anos. Destes, 36,0% (3 472) foram óbitos por COVID-19. Nas últimas 4 semanas (19 de outubro a 15 de novembro) registaram-se mais 1 556 óbitos que a média, em período homólogo, de 2015-2019. Nesse período registaram-se 1 274 óbitos por COVID-19, representando 81,9% do acréscimo observado.

Do total de óbitos desde 2 de março a 15 de novembro, 40 842 foram de homens e 41 484 de mulheres, mais 4 197 e 5 443 óbitos, respetivamente, que a média de óbitos no período homólogo de 2015-2019.
Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média de óbitos observada no período homólogo de 2015-2019, morreram mais 8 227 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 6 288 com 85 e mais anos.

O maior acréscimo registou-se na região Norte, com exceção da última semana de junho, das primeiras de julho, das últimas de setembro e primeira de outubro em que foi superior na Área Metropolitana de Lisboa.
Do total de óbitos registados entre 2 de março e 15 de novembro de 2020, 49 301 ocorreram em estabelecimento hospitalar e 33 025 fora do contexto hospitalar, a que correspondem aumentos de 3 492 óbitos e 6 148 óbitos, respetivamente, relativamente à média de óbitos em 2015-2019 em período idêntico. Neste período, 63,8% do acréscimo de óbitos ocorreu fora dos hospitais.
Contudo, nas duas últimas semanas (2 a 15 de novembro), o maior acréscimo de óbitos registou-se nos hospitais.

INE/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.