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FAIAL – Rui Martins contra obras de fachada na saúde

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O cabeça-de-lista do CDS-PP pela ilha do Faial às eleições legislativas regionais, Rui Martins, denunciou nesta terça-feira que “a Urgência do Hospital da Horta (HH), bem como a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), recém-inaugurados, carecem neste momento de equipamento”, concluindo que a obra que dotou o hospital de novas instalações “não passa de uma fachada oca”.

Rui Martins revelou que, “apesar da intervenção recente, o recheio destes serviços foi recuperado das antigas instalações, pelo que, neste momento, parte do equipamento terá cerca de trinta anos. As próprias salas de armazenamento de soros e consumíveis não dispõem sequer de prateleiras, tendo este material de ficar depositado no chão”.

Perante estas evidências, e considerando a recente obra para o novo Centro de Saúde da Horta, um edifício contíguo ao Hospital, “o CDS Faial teme que se repita o cenário que se verificou na Urgência e UCI do Hospital da Horta. Muito provavelmente, o novo Centro de Saúde será novo por fora e velho por dentro”.

O candidato do CDS-PP pelo Faial abordou ainda o assunto da fixação dos médicos na região: “Há propostas que tentam dar a entender que os hospitais preferem pagar horas extraordinárias, ao invés de contratar profissionais. O CDS não esquece que muitos dos concursos abertos para especialistas ficam desertos. As horas extraordinárias são uma fatalidade de unidades de saúde insulares como as nossas onde há uma dificuldade generalizada de contratar e fixar profissionais especializados, como os médicos.” Como resposta a este flagelo, “o CDS propõe que se reveja o atual incentivo à fixação de médicos (1500€ no primeiro ano, 750€ no segundo, 500€ no terceiro para um contrato de cinco anos), retirando a penalização com juros às rescisões e alargando-o também a médicos que foram bolseiros da Região”.

“Para lá deste incentivo financeiro, e porque os médicos não são mercenários”, prosseguiu Rui Martins, “propomos a criação de incentivos não financeiros, como, e a título de exemplo, mais dias de férias, apoio na procura de casa e meio de transporte, bem como acesso regular a formação. É preciso não esquecer que os profissionais de saúde necessitam de se manter atualizados relativamente aos avanços na prestação de cuidados de saúde”.

Rui Martins defendeu ainda que “também os programas de bolsas devem ser fiscalizados e não deverá ser premiada a falta de planeamento de alguns hospitais, que depois desviam profissionais do estabelecimento que lhes atribuiu a bolsa”.

CDS/AÇORES/GC/MM/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.