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Emigrantes Açorianos que queiram regressar não podem ser desconsiderados pela República, considera Artur Lima

| Foto: VPG |
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O Vice-Presidente do Governo Regional, Artur Lima, afirmou, na segunda-feira, por ocasião de uma sessão virtual comemorativa do Dia dos Açores com os 16 Presidentes das Casas dos Açores, que os “emigrantes Açorianos não podem ser desconsiderados como foram recentemente pelo Governo da República”, aquando da apresentação do “Programa Regressar”, que prevê, por exemplo, incentivos financeiros para os que pretendem regressar ao país.

“O «Programa Regressar», que tem como objetivo apoiar os emigrantes portugueses no estrangeiro, bem como as suas famílias, a terem melhores condições para regressarem ao país, esqueceu os Açorianos que querem voltar à Região, não acautelando que estes possam beneficiar dos apoios disponibilizados”, lamentou o governante.

O Vice-Presidente do Governo recordou que os emigrantes saídos das nove ilhas “representam a Açorianidade, mas também afirmam a Portugalidade no mundo”, não sendo, por isso, “menos portugueses do que qualquer outro emigrante português proveniente de uma região continental”.

“Esperamos que o Governo da República emenda a mão e corrija este engano o mais rápido possível. Da parte do Governo Regional dos Açores, faremos ouvir a nossa voz para que os direitos dos Açorianos estejam salvaguardados”, frisou.

Na sua intervenção, Artur Lima sinalizou ainda a necessidade de defender e promover a Autonomia, enquanto “expressão” da identidade regional e “face da Açorianidade”.

“O processo autonómico tem de estar em contínuo aprofundamento, para que a nossa Autonomia seja mais consequente na melhoria da qualidade de vida dos Açorianos. A Autonomia tem de ser potenciada, para não ser esquecida. Mais do que isso, a Autonomia tem de ser afirmativa e categórica na defesa dos Açorianos”, disse.

Segundo o Vice-Presidente do Governo, a Autonomia, que deve ser “imune a centralismos de todo o tipo e firme no desenvolvimento de todas as ilhas”, também “tem de estar ao serviço” dos emigrantes Açorianos.

“Embora longe, não são esquecidos. Embora longe, têm de estar mais próximos. Por isso, o Governo Regional dos Açores quer desenvolver políticas de aproximação, que não se esgotam na saudade, mas que são mais ambiciosas e têm em conta a vertente económica e política”, concluiu.

GA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.