REGIONAL

Consenso entre partidos continua a ser fundamental para garantir a recuperação da economia dos Açores

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O sentido de responsabilidade e de união de alguns partidos da oposição durante a pandemia foi, novamente, elogiado pelo PS/Açores, mas, como sublinhou José San-Bento esta postura continua a ser fundamental para o processo de recuperação que está em curso. No entanto, o parlamentar também deixou claro que o PS não abdica de um modelo de desenvolvimento dos Açores assente na “coesão regional, um modelo em que todas as ilhas contam”.

“Nós sabemos o que foi exigido a todo o espectro da Governação, um desafio imenso na saúde, na educação, na componente logística, na proteção civil, energia, alimentação enfim, um conjunto de áreas e serviços que foi preciso preservar. Essa foi uma situação extremamente complexa e neste momento nós ainda temos um desafio muito grande pela frente” , afirmou o deputado do PS/Açores na sequência de uma declaração política debatida em plenário.

José San-Bento reconheceu “o sentido construtivo que o CDS teve nesta fase” e, por isso mesmo, manifestou surpresa perante “o caderno reivindicativo” que apresentaram em plenário, exigindo que fosse “rapidamente concluído”, como “se nada se tivesse passado até aqui”.

“Nós estamos numa fase de recuperação gradual e segura da nossa economia. Nós estamos a tentar implementar a normalidade possível (…) Mas é preciso construir consensos, continuar com um sentido de união entre todos para podermos ultrapassar essa fase mais difícil”, realçou o parlamentar.

José San-Bento também fez questão de reiterar que o PS não vai abdicar do modelo de desenvolvimento que tem defendido para os Açores: “Um modelo de Coesão Regional, um modelo policêntrico em que todas as ilhas contam! As nove parcelas dos Açores contam no desenvolvimento regional e os Açores são isso, os Açores são mais do que a soma de nove ilhas, são uma Região Autónoma”.

“Nós não acreditamos que seja possível um desenvolvimento forte dos Açores, com um desenvolvimento fraco de qualquer uma das suas parcelas – muito menos da Ilha Terceira. Não é possível termos um desenvolvimento forte dos Açores com uma ilha Terceira fraca ou a ficar para trás. Isso não é possível. Isso não vai acontecer. Isso não será nunca o projeto do PS”, garantiu.

FONTE: GPPS/AÇORES

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.