REGIONAL

Comunicado da Iniciativa Liberal

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Têm vindo a público diferentes manifestações e declarações que dão a Iniciativa Liberal (IL) como um parceiro alinhado não apenas com a coligação de direita (PSD / CDS-PP / PPM) que se apresentou recentemente mas também com o CHEGA e que mais não são do que puras especulações que não traduzem a realidade e em nada abonam a veracidade exigida numa sociedade pluralista e livre.

As práticas de governação não são isentas de problemas e, muito menos o é a intenção de formação de um novo governo. É antes um conjunto de situações que se afiguram delicadas em que o tato e a segurança se impõe para que dessa intenção resultem propostas credíveis, efetivas (e não meras intenções vagas e globais) e que possam ser um garante de governação estável e eficiente, que vá ao encontro dos desígnios e da confiança que os eleitores mandataram.

É desta confluência de fatores que nascem muitas das vezes mal entendidos e compreensões erróneas acerca de intenções e de propostas colocadas por diferentes forças partidárias. A IL conflui nessas intenções e propostas não alinhando desde logo numa política tal como se alvitra, com forças políticas que se assumem como de extrema-direita e de pendor nacionalista e extremista. O papel que a IL tem e terá nesta legislatura é tão simplesmente aquele para o qual foi mandatado legitimamente – respeitar a vontade dos eleitores e honrar os seus compromissos. Como tal, a IL poderá viabilizar um governo de coligação de diversas forças políticas e o seu programa de governo. Essa viabilização e garante de apoio não é apanágio de uma qualquer coligação mas tão-somente a votação favorável de um programa de governo onde se encontrem plasmadas as diferentes intenções, claras, inequívocas e exequíveis, objetivas e reais, que a IL apresentou ao Partido Social Democrata. Só e apenas a IL se comprometerá a viabilizar o programa do futuro governo desde que essas premissas sejam observadas as quais assentam em medidas concretas do apoio social à gestão de fundos públicos, do mercado de trabalho à administração pública, da educação à saúde, com particular incidência no despesismo, na excessiva estatização, na burocratização e pouca transparência de muitos procedimentos assim como na excessiva carga fiscal, situações que afligem de sobre maneira a realidade em que vivemos e é claramente responsável pelo sufoco da economia regional.

É nesse sentido e, reiteramos, desde que essas premissas sejam cumpridas e exaradas no programa do futuro governo, que a IL o viabilizará e não porque outras razões de validade duvidosa se têm vindo a colocar. A IL não se posiciona numa ótica de governação mas sim naquela em que pretende que se verifique uma governação estável, coerente com os seus princípios e de eficácia comprovada. Mais referimos que as propostas apresentadas são, tal como referidas anteriormente, válidas e exequíveis e não meras linhas de orientação e opção política, vagas e ineficazes e mais, que nunca houve por parte da IL qualquer reunião ou contacto político e estratégico com o CHEGA, com o CDS ou com o PPM como se tem vindo a referir de um modo cada vez mais acintoso.

Por uns Açores mais livres, por um país mais Liberal, estamos no bom caminho e é esse caminho que desejamos trilhar, com as nossas medidas, os nossos princípios e as nossas opções!

IL/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.