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CASTELO BRANCO | “Portugal parte para este novo ciclo numa posição que nos deve dar confiança”

Primeiro-Ministro, António Costa, acompanhado pela Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, na cerimónia de assinatura do Acordo de Parceria Portugal 2030, Fundão, 14 julho 2022 (foto: João Bica)
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«Portugal parte para este novo ciclo numa posição que nos deve dar confiança. Nas previsões que a Comissão Europeia tem para o crescimento económico, neste ano, o País da União Europeia que mais irá crescer é Portugal. Significa que conseguimos preservar a nossa capacidade produtiva, de atrair investimento, de manter emprego, de melhorar o rendimento e, por isso, a nossa economia vai crescer de modo sólido este ano», começou por dizer o Primeiro-Ministro, António Costa, no encerramento da cerimónia de assinatura do Acordo de Parceria Portugal 2030, entre o Governo português e a Comissão Europeia, que teve lugar no Fundão, Castelo Branco.

Com a instalação dos cabos submarinos, «somos o ponto de maior conetividade da Europa com o resto do mundo e o mais atrativo para a instalação da fileira relacionada com a Data Science, que são os investimentos da economia do futuro», continuou o Primeiro-Ministro, acrescentando ainda que «temos estabilidade política, somos o quarto País mais pacífico e seguro do mundo, e estamos numa condição financeira sustentável. Com estes fundamentais sólidos, nas qualificações, naquilo que é a nossa capacidade de transição digital e energética, e da qualificação dos recursos humanos, temos boas condições de encarar o futuro».

António Costa explicou que o novo quadro comunitário de apoio permitiu que o País disponha, neste ciclo de programação, que se estende até 2030, «do maior volume de recursos financeiros disponibilizados pela União Europeia que alguma vez tivemos. Somando a verba do PRR com os 23 mil milhões de euros do PT2030, temos um aumento de 76% relativamente às verbas europeias que nos foram disponibilizadas nos sete anos anteriores».

O Primeiro-Ministro definiu entre os principais objetivos do Portugal 2030, que envolverá 23 mil milhões de euros, retirar 765 mil pessoas do risco de pobreza e fazer com as que as exportações atinjam 53% do PIB.

Com a execução do novo quadro comunitário de apoio, António Costa identificou como desígnio «um País mais competitivo externamente e mais coeso internamente».

«Temos um objetivo muito ambicioso, mas fundamental para combater as desigualdades e promover uma sociedade mais inclusiva: retirar da pobreza 765 mil pessoas até 2030. É um objetivo concreto e que tem a ver com a vida das pessoas», destacou o Primeiro-Ministro.

Outros objetivos do Portugal 2030, de acordo com António Costa, passam por alocar 3% do Produto Interno Bruto (PIB) à investigação e desenvolvimento, «dois terços de investimento privado e um terço de investimento público».

No domínio climático, com a conclusão do Portugal 2030, o Primeiro-Ministro disse que Portugal deverá reduzir até 2030 em 55% as emissões. E já em 2026 passar de 60% para 80% a eletricidade consumida com base em energias renováveis. «Ao nível da União Europeia, Portugal é o País mais bem posicionado para atingir a neutralidade carbónica em 2050», afirmou.

No plano económico, «o objetivo é chegarmos ao final da década com 53% do PIB representado pelo valor das exportações, o que significa conquistar mais mercados, aumentar as produções e possuir bens e serviços com maior valor acrescentado», completou António Costa.

P/GOV/PT/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.