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ATUALIDADE | Portugal reforça compromisso no seio da NATO

Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, na apresentação de resultados sobre a participação de Portugal em missões internacionais, Coimbra, 5 julho 2022 (Foto: João Bica)
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A Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, afirmou que no atual quadro da segurança mundial e com a guerra na Ucrânia o papel de Portugal na NATO tenderá a ser reforçado.

«A invasão da Ucrânia pela Rússia veio demonstrar a necessidade de se equacionar ainda maior adaptabilidade neste âmbito», disse Helena Carreiras, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), durante o encerramento da apresentação pelo Centro de Estudos Sociais (CES) dos resultados do projeto «A participação de Portugal em missões internacionais: o contributo da política de defesa nacional para a concretização do interesse nacional e a produção de segurança internacional».

A Ministra disse também que perante um «novo ambiente securitário internacional, o nosso compromisso no seio da NATO assumirá particular destaque no curto e médio prazo».

Helena Carreiras recordou que, na última cimeira da NATO, em Madrid, foi aprovado «um novo conceito estratégico que não esqueceu a importância das ameaças a sul e reforçou a abordagem de 360 graus à segurança» e que a reunião serviu «também para revisitar o nível de prontidão que colocaremos à disposição da aliança em caso de um agravamento da ameaça a leste».

«Portugal reforçou recentemente a sua presença no flanco leste com a antecipação do empenhamento de 222 militares na Roménia», disse.

Militares portugueses «estarão, como sempre estiveram, à altura do desafio»

Para Helena Carreiras, os militares portugueses «estarão, como sempre estiveram, à altura do desafio, demonstrando que Portugal se encontra pronto a responder às necessidades coletivas de segurança e defesa na área euro-atlântica».

A Ministra disse também que, «num momento em que a necessidade de Forças Armadas – face ao escalar crescente de crises em todo o mundo – concentra a maioria das atenções mediáticas, devemos saber explicar à população portuguesa que a participação em esforços coletivos – com vista a assegurar a paz e segurança internacionais – constitui, antes de mais, um imperativo legal que serve a nossa própria segurança».

Desde 1993 que Portugal, prosseguiu Helena Carreiras, «tem vindo a participar em diversos teatros de operações de cariz internacional», realçando que, «só no segundo semestre de 2021, foram destacados 1.465 militares em missões internacionais», no Báltico, no Mediterrâneo, na República Centro-Africana e no Atlântico.

«Satisfazer as exigências complexas dos teatros de operações atuais requer, acima de tudo, uma diversidade de competências, experiências, perspetivas e abordagens», disse ainda.

P/GOV/PT/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.