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António Ventura destaca exportação de animais vivos como forma de retorno económico para os Açores

| Foto: JF |
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O Secretário Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, António Ventura, afirmou ontem, em Ponta Delgada, que a atividade de exportação de animais vivos na Região “não pode acabar”, uma vez que é também uma forma de retorno económico “para criar riqueza e emprego nos Açores”.

“Temos de nos afirmar como uma Região exportadora de melhoramento genético, com 40 anos de experiência nesse setor”, destacou António Ventura, à margem de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, em que participou também o Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, Mário Mota Borges.

Para o titular da pasta da Agricultura, neste setor, “não há sucesso económico se não existir uma agricultura de exportação”, um assunto que tem muito a ver com “a atividade económica”.

“Num arquipélago com ligações com a Madeira e o continente é fundamental que exista um sistema de transporte regular e apreços acessíveis”, defendeu António Ventura, explicando que “a riqueza de uma região também se mede pela sua capacidade de produzir.”

“Uma das novas vertentes da nova pecuária será a exportação de animais com qualidade genética”, que tem de continuar a ser uma “afirmação dos Açores”, asseverou.

“Os Açores cumprem a legislação regional, nacional europeia e internacional relativamente às questões do bem-estar animal”, garantiu o governante, destacando a vocação quer a Região tem para a bovinicultura.

Em colaboração com a Federação Agrícola dos Açores, anunciou ainda António Ventura, a Região já iniciou um processo de certificação do bem-estar animal, que “estará concluído em finais de 2022” e que é “um selo para a explorações pecuárias”, reconhecido pela própria sociedade.

Por sua vez, o Secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia, sublinhou ser necessário haver uma “maior articulação entre os transportadores marítimos de mercadorias e os produtores agrícolas”, por forma a que o “transporte de gado não seja afetado”, e, por outro lado, que as “suas atividades sejam rentáveis”.

GA/RÁDIOILHÉU

Mauricio De Jesus
Maurício de Jesus é o editor da Rádio Ilhéu.